A origem do Instituto de Cooperação da Agricultura Familiar do Brasil – ICAF-BR remonta ao final dos anos 1990, a partir da mobilização de agricultores familiares e entidades que sentiam a necessidade de políticas públicas voltadas à agroindustrialização e à comercialização da produção da agricultura familiar. Esse movimento foi se consolidando e, em 26 de abril de 2002, fundou-se oficialmente o ICAF-BR, à época denominado Agência Regional de Comercialização da Agricultura Familiar no Rio Grande do Sul – ARCAF.
De sua criação até 2012, o ICAF-BR atuou de forma expressiva no fomento à agroindustrialização e à comercialização de produtos da agricultura familiar. Com o apoio do Governo Federal, desenvolveu um importante trabalho de organização e legalização de agroindústrias familiares, além de oferecer suporte à estruturação e organização de canais de comercialização.
Em 2024, a partir de debates conduzidos pela FETRAF-RS sobre a realidade e os desafios enfrentados atualmente pela agricultura familiar, identificou-se a urgência de promover uma transição ampla para um novo modelo de produção mais sustentável, que garanta autonomia, redução de custos, qualidade de vida no campo, preservação ambiental e capacidade de adaptação às mudanças climáticas. Diante disso, decidiu-se pela retomada da ARCAF, agora transformada no ICAF-Brasil, com o objetivo de se consolidar como instrumento legal estratégico para essa transição no modelo produtivo das famílias agricultoras.
O ICAF-BR tem como finalidade a realização de estudos, pesquisas, publicações e análises, além de atuar como instrumento de assistência técnica para agricultores e suas organizações. Sua atuação inclui o assessoramento na elaboração, contratação e execução de projetos socioeconômicos e o apoio à formulação de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida de agricultores familiares, especialmente por meio de suas organizações representativas. O Instituto contribui para o desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental, com foco no combate à pobreza e na promoção da inclusão do agricultor familiar no mercado de trabalho.